Hoje quero trazer a dica de um passeio incrível em Vancouver (British Columbia, Canadá). É O Museu de Antropologia de Vancouver (UBC Museum of Anthropology)! O museu fica dentro da UBC (Universidade de British Columbia).

Não pense que esse é só mais um museu que conta um pouco sobre a história da cidade. Certamente, está entre os melhores museus de antropologia do mundo. Ele traz a história dos primeiros povos do Canadá, especialmente da costa oeste.

E, se você gosta de museus, de história e/ou for curioso esse é um lugar para curtir por horas. Eu fiz em 2 horas, mas faria em muito mais. Foi totalmente corrido. Eu havia marcado um compromisso logo em seguida com outras pessoas e não podia adiar. A minha sugestão é ir sem pressa. Entrar no horário de abertura do museu e ir desvencilhando ao seu próprio tempo.

Quando alguém pergunta-me: “- quanto tempo faço esse museu?” É um desafio responder. Afinal, os interesses são distintos, gostos e as formas de se deliciar com os acervos de um museu.

Museu de Antropologia de Vancouver|The Raven and the First men|

O museu possui um número incrível de artefatos, o que está ao alcance dos olhos e o que fica em gavetas, que pode ser puxado e apreciado. Só o que está ao alcance dos olhos é muita coisa. É coisa demais! Na verdade, nunca é demais. Afinal de contar, eles são capazes de nos mostrar histórias, crenças, sentidos, ritos de uma época. É um elemento organizacional da cultura social. E, eles são comunicadores, ainda que não mais usados.

O que me chamou a atenção é que todas as peças estão muito bem organizadas, todas com descrição detalhada do artefato, que explica um pouco do seu aspecto simbólico, o grupo étnico do Canadá que pertence e a localização desse grupo no Canadá. O que isso faz? Isso contextualiza o artefato para o espectador. Mais que isso, informa, comunica, constrói o próprio sentido do museu (e de exposições em geral). E, é esse tipo de “detalhe” que sinto falta em muitos museus desse tipo.

Quero até abrir um parêntesis para exemplificar. A exposição do Kandinsky, que ocorreu no CCBB-BH (em 2015), trouxe alguns artefatos de povos do norte da Rússia que influenciaram a sua pintura. Os “objetos” só falavam o que era, de quem era. E, isso se tornou um incômodo enorme durante todo o percurso da exposição para mim. Justamente, porque acredito que curadores e museólogos precisam se preocupar em contextualiza-los. As exposições possuem um papel muito maior que somente mostrar! E, essa reflexão traria discussões e perguntas para outros posts. Não é mesmo? Vamos retomar esse passeio no UBC Museum of Anthropology.

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Esse é o tipo de lugar que me toca e faz eu (re) afirmar o respeito pelos primeiros povos, em qualquer nação. É possível perceber a grandiosidade e a riqueza cultural desses povos. E, ao mesmo tempo, notar a desigualdade presente com os seus descendentes, ainda hoje.

É interessante que nessa mesma época da viagem, havia ocorrido um sumiço (suspeita de assassinato) de uma indígena (não lembro a região) e os debates sobre preconceito, desigualdades, minorias vieram à tona nos meios de comunicação, especialmente na televisão. Nota-se como isso não está tão bem resolvido, mesmo para uma nação como o Canadá, que é considerada bastante igualitária em termos de direito, de apoio à diversidade.

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Gente, o conjunto da “coleção” de máscaras, de cestaria é incrível! Todos os totens enormes existentes dentro do museu é algo tão incrível, tão bonito, que é até difícil descrever qualquer coisa aqui. Mais que lindos, as fichas nos leva a entender esses povos.

E, além de todas essas coleções, há sempre exposições temporárias que traz uma visão contemporânea desses povos, seja algo que mostre “eles” no hoje ou, até mesmo, artes específicas produzidas ou influenciadas.

E, ainda, há uma “coleção” de cerâmica incrível, de diversas partes do mundo. Inclusive, mostra como em determinadas épocas, até os seus desenhos serviu de elemento de distinção social.

Viagem Vancouver - Museu de Antropologia

O Museu de Antropologia de Vancouver é um lugar extraordinário! É uma pena que perto do número de turistas que Vancouver recebe, o número de visitas desse museu é bastante pequeno, segundo relatos de uma pessoa do museu.

Museus não são lugares que nos mostra o passado apenas, mas, nos faz refletir também sobre o presente e, de alguma maneira, entender esse presente para lugares específicos.

E, sim, um privilégio ver e aprender um pouco disso tudo. Mais que isso, satisfação por aquelas “coisinhas de viagem” que nos fazem felizes e que vamos sorrir toda vez que lembrarmos. Estou sorrindo agora, fechando esse post com essa energia incrível dessa viagem, dessa diversidade cultural.

Todo o nosso respeito por esse museu, todo o nosso respeito por isso.

  • http://www.telefonescelulares.com.br/ Alex

    Muita saudades desta viagem! Museu limpo, organizado e seguro!