Não ia comentar sobre esse assunto por que funciona como um procedimento comum de aluguel. No entanto, muitos amigos pessoais e leitores perguntaram sobre o aluguel de carro em Santiago. Então, vale muito a pena falar sobre isso.

Só para relembrar: fiquei em Santiago, fui para o Atacama, e, em seguida, desembarquei no próprio Aeroporto de Santiago e alugamos um carro ali mesmo para irmos para Valparaíso, Viña del Mar (que é pertinho) e, no retorno, ainda passarmos na Rota dos Vinhos de Casablanca.

Talvez, se tivéssemos alugado nas locadoras da região central seria mais barato (não sabemos), mas a ideia era economizar tempo. Era desembarcar no aeroporto, pegar o carro e explorar esses outros cantinhos do Chile.

De carro pelo Chile: Valparaíso e estrada do Chile

Quero tocar em alguns pontos sobre o aluguel de carro no Chile (em Santiago).

  1. Requisitos para alugar carro no Chile. Ser maior de 22 anos, possuir carteira de identidade ou passaporte, cartão de crédito (não vale débito) e a PID. Todas as empresas solicitaram a PID [Permissão Internacional para Dirigir], chamada popularmente como Carteira Internacional de Motorista. Fizemos o orçamento com todas as empresas no Aeroporto e todas questionaram sobre o documento. Nós tínhamos, claro! Muitos blogs de viagem discutem sobre a não necessidade desse documento para dirigir na América do Sul. Não sei por que algumas pessoas insistem em influenciar para que as pessoas façam as coisas ilegais.
  2. Forma de contratação. Os serviços incluídos eram: quilometragem livre, cobertura por colisão (CDW que eles chamam), serviço de emergência 24 horas e 4 pessoas no carro. No ato da entrega, tanque cheio de novo. A contratação mais básica é para o “compacto” (carro mais básico). E adivinha o carro básico? Kia Soul (transmissão mecânica, sem ar, rádio).
  3. Equipamentos no carro. A sorte é que estávamos com um passageiro extremamente exigente que fez todas as verificações dos equipamentos. Detalhe: durante a nossa vistoria, vimos que o extintor estava vencido. Pedimos a troca no ato! É importante verificar tudo: o estado do estepe, chave de roda, macaco, extintor, triângulo… Todo o resto estava perfeito.
  4. Pedágios estão incluídos no preço. No Chile, os pedágios (los peajes) são cobrados por um sistema eletrônico chamado TAG (Sistema de TAG Interurbano). Pela utilização de determinadas rodovias urbanas e estradas (por concessão) são cobradas taxas e essa TAG é a forma de “controle”. O carro vem com um TAG (parece um token bancário) e quando o carro passa em determinados pontos da estrada (portagens), ocorre a verificação dos pagamentos do carro. A TAG só apita quando a gente passa por esses pontos. Ninguém precisa parar em nenhum lugar (pelo menos veículos leves).
  5. Problemas com os arranhões no carro alugado. No ato de entrega do carro após a locação, a pessoa que o recebeu queria cobrar arranhões que já existia no carro quando alugamos. A sorte é que tínhamos fotografado todo o carro no ato de retirada do carro. Nas fotos era possível visualizar claramente o pátio de aluguel da empresa no Aeroporto, onde tiramos o carro. Isso nos salvou de uma cobrança absurda. E aqui ficou uma lição que quero seguir sempre que alugar um carro! Toda vez que eu for alugar carro, em qualquer lugar, vou fotografar todo o carro, se possível com a data, horário.
  6. Aluguel informal de carro no Aeroporto de Santiago. Há pessoas que observam os locadores de carro em potencial, abordam e oferecem aluguel de carro bem mais barato fora do aeroporto. Muitos dizem que estão vinculado à agências. A indicação que tive de amigos, moradores e empresas é não alugar com essas pessoas. Eu não quis “pagar para ver”, como dizem.

O aluguel de carro foi realizado com a Rosselot rent a car, pelo preço de R$ 178,00 [$47.000,00 (pesos chilenos) aproximadamente], na época (novembro/2011). Essa foi a agência mais barata dentro do Aeroporto. Abre parêntese: ficou sutilmente mais caro por que não entregamos com o tanque cheio. O horário de entrega ficou em cima e preferimos pagar mais a ser cobrados por outra diária.

Já deu para perceber que é bem mais barato do que o normalmente é praticado no Brasil, né?

E você? Possui alguma experiência de aluguel de carro no Brasil ou no exterior? Foi uma experiência positiva ou negativa? Comente!

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  • http://www.viagemdigital.com.br/ Viagem Digital

    Samuel,

    Obrigada por seu comentário!

    Sobre PID, acredito que as experiências podem variar muito. E, o que postei realmente não é regra. No dia que fomos alugar (não fizemos o aluguel antes), deixamos para fazer no Aeroporto de Santiago e todas as empresas durante a cotação nos pediu. Mas, eu penso que isso não é unânime. Quando falei dos requisitos, falei do que legalmente é exigido, mas na prática muda muito. Eu também já ouvi outras experiências de pessoas que alugaram sem precisar usar a PID. Difícil, não é mesmo? Cuidado com umas pessoas que ficam oferecendo aluguel no Aeroporto de Santiago “mais barato”! Tem muito!

    Sobre a foto, ela foi feita pela fotógrafa Ludmila Loureiro, aqui de Belo Horizonte. Obrigada pelo elogio da foto! Eu adoro essa foto!

    Se você alugar o carro, volte aqui para compartilhar a sua experiência, suas percepções, tanto de aluguel como de dirigir no Chile. Sempre acrescenta ouvir outras experiências.

    Abraços. Cris.

  • http://www.viagemdigital.com.br/ Viagem Digital

    OI THIAGO!

    Obrigada por seu comentário! Eu não sei se entendi bem a sua pergunta, mas vou responder o que entendi. Se tiver entendido errado, peço-lhe, gentilmente, para explicar-me melhor. As exigências das locadoras com relação ao pagamento podem variar de uma para outra. Geralmente, as locadoras fazem um caução de um valor na retirada do carro, que é uma garantia. O valor é estornado após o carro ser devolvido em perfeitas condições. O valor do caução vai variar de acordo com a locadora, com o modelo de carro. E, em seguida, após o período de locação com a entrega do carro, a locadora usa o número do cartão para fazer as devidas cobranças referentes à locação. Para alugar carro no exterior, é preciso cartão de crédito internacional. No Brasil, não necessariamente.

    Geralmente, outras pessoas podem também dirigir o carro, desde que cumpram os requisitos e sejam colocadas como segundo motorista no ato da locação do carro. É importante lembrar que as locadoras cobram um valor adicional por dia para esse outro motorista adicional.

    Espero tê-lo ajudado!

    Abraços. Cris.

  • Rodrigo Pereira

    A PID não é necessária para turistas brasileiros que visitam o Chile!

    • http://www.viagemdigital.com.br/ Viagem Digital

      Rodrigo,

      Obrigada por seu comentário! Eu só posso falar sobre a minha experiência. E, nos guichês de aluguel de carro nos solicitaram esse documento. O post é sobre minha experiência. Mas, realmente, há muitos relatos de turistas que alugam e não precisaram.

      Abraços, Cristina